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Archive for agosto \27\UTC 2009

Mozart e a Internet

agosto 27, 2009 3 comentários

Eu gosto de música clássica, bastante, e também gosto de rock, bastante. Posto aqui um vídeo de um cara que uniu as duas coisas com uma habilidade impressionante na guitarra.

A famosa marcha turca do Mozart. Será que um dia Mozart imaginou que existiria, no futuro, uma tecnologia chamada eletrônica e, através dela, o homem inventaria uma máquina chamada computador sendo que, depois, o homem conseguiria ligar todos esses computadores numa rede mundial chamada internet, onde seria possível, de qualquer lugar do mundo, alguém colocar “imagens motivas” e sons reais feitos através de um “violão elétrico” de sua música composta mais de 200 anos antes e qualquer pessoa pudesse vê-la, onde quer que estivesse?

É, nem Mozart era tão gênio assim. Imagina alguém dizendo pra ele que baixou sua música em mp3 pela internet e a ouve todo dia no telefone celular enquanto vai ao trabalho de metrô!

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Categorias:Internet, Vídeos

Por Dentro do Pró-Vida

agosto 27, 2009 Deixe um comentário

Transcrevo aqui uma reportagem feita por Dagmar Serpa, que sai na revista Marie Claire N. 68, novembro de 1996. Copiado diretamente do site www.ateus.net, no link http://www.ateus.net/artigos/charlatanismo/o_enigma_da_piramide.php

Poucas vezes o segredo funcionou tão bem como a alma de um negócio. O Pró-Vida cerca sua atuação de mistério. Apresenta-se como uma escola filosófica de desenvolvimento mental, mas não divulga métodos e conteúdo dos cursos.Quem quiser saber mais deve literalmente pagar para ver. Ou melhor,ingressar no quadro de alunos. É o que constato no primeiro telefonema,após receber de Marie Claire a missão de desvendar os bastidores desse enigmático grupo. Quando começo a freqüentar o curso Básico, descubro que não se trata apenas de uma escola filosófica às voltas com as velhas interrogações do espírito humano – quem somos, porque vivemos, para onde iremos. Em muitos pontos, as aulas se assemelham aos cultos da Igreja Universal do Reino de Deus e afins. De maneira mais sutil, o Pró-Vida também envolve, incute idéias, desperta culpas,cobra dízimos. Não falta nem mesmo a revelação da existência de um paraíso na Terra.

Alguma vez na vida você ouviu falar que “um mundo melhor” existe aqui e agora? Para desfrutá-lo, basta entrar para o Pró-Vida e conviver com os “irmãos” do grupo. E não são poucos os que fazem essa opção. Chegam a abandonar outras atividades para marcar presença constante nos cursos, prestar trabalho voluntário e integrar definitivamente o rebanho de eleitos. A comparação é quase inevitável: o Pró-Vida atua como uma versão mais elaborada da igreja do bispo Edir Macedo. Dirige-se à classe média alta e, portanto, utiliza meios mais complexos de persuasão. O discurso dos monitores é articulado. No lugar de trechos bíblicos, supostas referências científicas. De Einstein a Freud e Jung, proliferam citações que procuram emprestar credibilidade aos ensinamentos.

Ante sde descobrir esses e outros detalhes, tive de passar por uma entrevista para ser aceita no seleto rebanho. Durante a conversa não revelei,claro, minhas intenções jornalísticas. Criei uma pequena mentira. Disse ser uma publicitária em busca de sucesso profissional. Admito que estava um pouco amedrontada. Se soubessem ler pensamentos, como de fato sugerem, descobririam a farsa. Mas a história convenceu e fui aprovada com a garantia de que, ao final do curso, teria mudanças radicais na minha vida. Que tipo de mudanças? “Você verá os resultados”,desconversou uma educada monitora na faixa dos 50 anos.

A manutenção do suspense tem finalidade. O Pró-Vida funciona como um grupo “iniciático”, segundo a classificação do antropólogo José Guilherme Magnani, professor da Universidade de São Paulo. “É a mesma estrutura de sociedades como a maçonaria e a rosa-cruz”, ele compara.“Nessas organizações, há sempre um segredo mantido pela lealdade dos adeptos. É preciso passar por etapas para ter acesso a certas dimensões do grupo”. Quer dizer, para conhecer o referido “segredo”, é necessário prosseguir na iniciação – o que no Pró-Vida significa pagar mais e mais cursos. Como a meta é conquistar adeptos selecionados, de preferência os financeiramente saudáveis, a propaganda é dirigida. O Pró-Vida mantém uma página na Internet e promove divulgação boca-a-boca – alunos de cursos avançados levam parentes, amigos e conhecidos. Outra ferramenta publicitária é um adesivo para ser colado no vidro do carro.O anúncio traz uma frase que confirma o teor enigmático utilizado pelo grupo: “Se você já estiver preparado, uma força maior o levará ao Pró-Vida”. Quem ler – e não conseguir segurar a curiosidade – irá telefonar.

Logo no primeiro dia,percebo que o marketing do mistério funciona. Cerca de 60 pessoas desembolsaram R$ 350,00 para “aprender a utilizar melhor o cérebro”. A procura é tamanha que a organização promove de dois a quatro cursos iguais a este por mês – não só em São Paulo, mas também em várias cidades do país e em Buenos Aires, na Argentina. Faço uma conta rápida,considerando a presença mínima de 50 alunos em cada um deles, e constato que o Pró-Vida deve faturar pelo menos de R$ 35 mil a R$ 70mil reais por mês só com essa fonte. E os cursos não são a única forma de ganhar dinheiro. O clube de Campo, situado em Araiçoiaba da Serra,no interior de São Paulo, é outro negócio bastante rentável.

É Proibido Anotar

O adesivo de propaganda e o crachá de identificação da repórter no curso: promessas de um mundo melhor.

Uma nova sede do Pró-Vida em São Paulo está funcionando desde agosto.Erguido nas imediações da Marginal Pinheiros, o prédio ostenta uma vistosa pirâmide em sua fachada e abriga os cursos ministrados na capital paulista. Substituiu outras duas sedes, situadas nos bairros de Moema e Vila Olímpia. Fiz o Básico na casa da Alameda dos Nhambiquaras,em Moema, pouco tempo antes da inauguração do prédio da Marginal. No primeiro dia, uma segunda-feira, chego 30 minutos antes do horário estipulado. A aula estava marcada para começar às 20:30. Procuro um lugar vago entre as cadeiras enfileiradas, que  acomodam homens e mulheres com idades e profissões variadas. Há médicos, engenheiros,professores, estudantes, publicitários, empresários, donas de casa. E também crianças e adolescentes (maiores de 9 anos podem freqüentar o curso).

Enquanto espero, converso com uma colega. Ela namora um “avançado” do Pró-Vida e está lá por insistência dele. Tem 24 anos e é muito falante. A aula começa com atraso – o que se repete todos os dias. A monitora fala longamente sobre as agruras do mundo moderno, as guerras, as doenças, as drogas.Fico olhando os rostos atentos e percebo que três alunos avançados estão sentados em posição estratégica para assistir a platéia. Sinto-me vigiada. Tento decifrar o que estariam observando. Nessa primeira aula,a monitora garante que aquela semana mudará a nossa vida e promete algo do tipo: satisfação “garantida ou seu dinheiro de volta”.

Durante a minha maratona de “desenvolvimento mental”, ouvi ensinamentos sobre o funcionamento do cérebro, sono, poderes das pirâmides, energia, aura e fenômenos de levitação e materialização. Participei de sessões de relaxamento e pratiquei exercícios comandados pela monitora. Mas,nesses tempos de farta literatura esotérica, cursos de auto-ajuda aos borbotões e familiaridade com anjos, achei que nada poderia ser visto como novidade.

O entusiasmo dos meus colegas, no entanto, confirmou não ser essa a opinião da maioria.Boa parte parecia estarrecida. Mas será o conteúdo que conquista os alunos ou a forma como ele é transmitido? Para se ter uma idéia, somos instruídos a “sentir” o que está sendo falado. Não temos autorização de fazer qualquer anotação. O professor do Departamento de Psicologia Social da Universidade de São Paulo, Esdras Guerreiro Vasconcellos,explica por que esse detalhe é tão importante, “O ensinamento da primeira noite é internalizado no nível da consciência, mas uma parte se perde. Na noite seguinte, outra leva de conhecimentos é internalizada da mesma forma e só uma parte fica – e assim sucessivamente”, afirma. Como nossa memória possui capacidade limitada,segundo o professor, a internalização torna-se um processo inconsciente. Com um agravante: o curso compacto não oferece tempo para elaborar o aprendizado. Conclusão: “A pessoa guarda essencialmente aquilo que tem valor emocional”. Em conversas durante os intervalos,percebo que muitos chegam ao Pró-Vida em busca do genérico “algo mais”.Ou estão embalados por crises conjugais, dificuldades profissionais,estresse acumulado.

A aula de terça-feira trata do sono e sonhos. Freud e Jung, os mais badalados estudiosos do tema, não são esquecidos. O bê-a-bá das teorias de ambos faz parte do menu de ensinamentos do dia. Depois, aprendemos a programar nosso cérebro para acordar no horário desejado, lembrar dos sonhos ou ter um sono revitalizante. Basta, antes de adormecer, em estado de relaxamento, emitir uma ordem objetiva para ele. Assim, se eu ordenar que “quero acordar às 7 horas”, despertarei. Se só possuo quatro horas disponíveis para dormir, devo apenas dizer com firmeza a meu cérebro que acordarei disposta e descansada. E ponto final.

Contrabando de Einstein

A aula de quarta-feira é anunciada como especial e ansiosamente aguardada por todos. No encerramento da noite anterior, somos avisados de que teremos um grande dia. Receberemos um ensinamento, cunhado de “chave de prata”, que nos ajudará a abrir portas da felicidade. Durante a explicação, descobrimos que a “chave” em questão leva o nome pomposo de “Verdade Suprema e Absoluta ao nível da Consciência Humana”. Mas rapidamente verifico que o resumo da ópera é menos sofisticado e equivale à difundida idéia de que a energia do pensamento tem poderosa força. Todos são instruídos a fazer “tela mental” para o que quiserem.Em outras palavras, quem almeja um carro novo precisa, em primeiro lugar, determinar marca, cor e detalhes. Depois, imaginar-se desfrutando da supermáquina, no velho estilo Lair Ribeiro. Se conseguir “eliminar conflitos” – do tipo “será que mereço?”–, vai obter o que pretende. Para convencer sobre a veracidade dessa sabedoria, a aula inclui exemplos de pessoas que alcançaram o desejado. Até mesmo a equação de Einstein – E=mc² – entra na dança, numa tentativa de provar que a energia do pensamento é capaz de materializar desejos.

Naquele momento, suspeito que a teoria de Einstein foi retirada de seu contexto. O professor do Instituto de Física da USP Luiz Carlos de Menezes confirma minhas suspeitas. “É uma interpretação rastaqüera da ciência”, critica o físico. Ele explica que é possível transformar matéria em energia e vice-versa, desde que sejam observadas “determinadas leis de conservação”. E conclui: “Não desprezo outras formas de conhecimento que não sejam a dos cientistas. Mas tenho grande desconfiança desse contrabando de conceitos. Você pode usar a fórmula de Einstein até para vender pasta de dentes”.

A noite da grande apoteose é marcada para sexta-feira. Teremos demonstrações de cura. Alunos avançados promovem uma sessão rápida de imposição de mãos. No melhor estilo Doril, a dor de cabeça de um colega simplesmente sumiu. Outro garante que se livrou do incômodo no estômago e uma terceira sente a inflamação na garganta aliviada. Lembro novamente dos cultos da Universal com suas curas, mas o pior ainda está por vir. Chegou a hora e a vez de despertar culpas e induzir todos afazerem uma auto-avaliação. “Classifique-se”, ordena a monitora. Ela sugere que cada um faça uma auto-avaliação do seu estágio de evolução.A “evolução” pregada pelo Pró-Vida, grosso modo, significa migrar do reino “mineral”, formado pelas pessoas menos evoluídas, passar pelo intermediário mundo “vegetal” e atingir o grupo dos “animais superiores”. Esses últimos, segundo eles, são aqueles que praticam “a ajuda verdadeira” e tratam os outros como “irmãos”.

Os últimos momentos da aula reservam mais surpresas. Faremos um exercício para sentir a chamada “harmonia universal”. Estamos relaxados quando a monitora começa a ler um texto escrito pelo fundador do Pró-Vida, o médico Celso Charuri. O texto descreve o ser evoluído como aquele que “conhece-se a si mesmo, tal qual é, e conhece a Deus”. Enquanto isso,uma fita mal gravada, com chiados de fundo, embala a catarse com aversão instrumental do tema da Disneylândia – “Para ser feliz é preciso ver / Este céu azul na imensidão… / Há um mundo bem melhor” etc.Muitos não seguram as lágrimas.

O sábado promove mais catarse. A monitora nos conduz a um castelo imaginário, onde encontraremos o chamado “guardião” ou o “eu maior”.Cada um pode enxergar a imagem que bem quiser. Durante o “encontro”,alguns choram e posso ouvir os soluços. No final, todos os alunos contam o que viram. O campeão absoluto das citações é Jesus Cristo.houve até quem mantivesse contatos imediatos com “um monge”, “um oriental” ou “um hindu”. Da minha parte, confesso que não vi nada.

Na manhã de domingo, estou esgotada. Na reta final da maratona, somos orientados a praticar tudo o que aprendemos nas aulas. Fazemos exercícios “parapsicológicos” em duplas. Imaginem, por exemplo, que meu companheiro fará minha mão levitar. Depois, eu repetirei a dose com a mão dele. Na hora, abro discretamente um dos olhos para conferir se meu colega já eliminou a força gravitacional. Vejo que sim e vou suspendendo vagarosamente minha mão para que ele se sinta feliz e satisfeito.

O destaque da manhã é a sessão de clarividência. Funciona mais ou menos assim: uma das partes da dupla entra em alfa (pratica o relaxamento) e a outra cochicha o nome de alguém de seu rol de amigos, acompanhado de idade e endereço.Quem ouviu não conhece a pessoa, mas deve visitá-la mentalmente e descrevê-la – e, quem sabe, falar algo sobre sua personalidade. Torci para que, pelo menos isso, desse certo. Tive uma clarividência? Claro que não. Quase todos, entretanto, garantem que obtiveram êxito. E quem errou a descrição contou com o apoio do companheiro e da monitora para arriscar uma adaptação convincente do que “viu”. Exemplo: se a “clarividente” enxergou uma morena, e ela é loira, chutavam: mas será que ela não pintou o cabelo? Pior: mas será que não pensa em mudar a cor? E assim por diante. Cada um relata sua história, os outros batem palmas e dão nota dez.

Um mês mais tarde, tenho a oportunidade de repetir o Básico. Os interessados em prosseguir na “iniciação” necessitam cumprir esse procedimento.Precisam assistir de novo às sete aulas e registrar oficialmente a presença. Desta vez, contabilizo mais de cem novatos, além de cerca de200 “repetentes”. Desde o primeiro momento, percebo que o discurso é igualzinho. Mudou o monitor, mas as aulas continuam as mesmas. Como no primeiro Básico, muitas perguntas ficam sem resposta porque são assunto de cursos mais avançados. Um colega pergunta por que a pirâmide azul é mais indicada para auxiliar curas. A resposta: “Isso você vai saber no Avançado 1”. Nem todos, porém, chegarão lá. No terceiro dia de repetição, constato a desistência da jovem publicitária, que foi minha colega na primeira vez e era uma das mais entusiasmadas. Ao mesmo tempo, outro colega, um empresário de 33 anos, confidencia que não tem certeza se prosseguirá. Passou a fase da empolgação. Um dia, até brincou comigo que estava se sentindo “na igreja do Edir Macedo”.

Dízimos Para Treinar o Cérebro

Detalhe da placa do departamento de recolhimento de dízimos.

Aqueles que resistem à provação de assistir a todas as aulas novamente – e permanecem entusiasmados – estão fisgados e prontos para se matricular no Avançado 1. E, aí, o céu pode não ser o limite. “Desde o Básico, o aluno vai sendo envolvido aula após aula. Colocam em sua cabeça que harmonia e amigos só se encontram ali. Você acaba se convencendo de que é mais do que os outros”, explica a ex-integrante Elza Aparecida de Castro. Conforme informações de ex-adeptos do grupo, depois do Avançado1, vem o curso Introdução. Ambos custam igualmente R$ 350 e são seguidos dos Avançados 2 ao 7. Para ser promovido, é preciso passar por uma espécie de comissão julgadora, que escolhe os “eleitos”. Por isso,muitos adeptos permanecem anos no mesmo curso e não são autorizados a seguir adiante. Os que atingem os três últimos níveis são identificados por um crachá com o símbolo “4/”, que significa “avançados quatro e meio”. Do seleto grupo fazem parte basicamente diretores, conselheiros e monitores.

A exemplo de diversas seitas evangélicas, o Pró-Vida também recolhe dízimo. Não existe uma pressão escancarada para doar dinheiro como nos cultos da Igreja Universal, onde pastores aos berros lembram aos fiéis que “Deus quer dar, mas o demônio segura a carteira”. O convencimento é sutil. Quem colocar os pés na escola será contemplado por uma frase de pretenso efeito sugestivo: “O privilégio de ser nas mãos de quem dá”. Essa mensagem, assinada pela Central Geral do Dízimo e seguida pelo número de uma conta bancária está estampada nos crachás recebidos pelos alunos, nas paredes e até na página da Internet. O lucro, em última análise, é o sabor predominante nesse caldeirão que mistura psicanálise com neurolingüística, princípios de física com jargões de auto-ajuda,retórica evangélica com estrutura de maçonaria, parapsicologia com ficção científica.

Uma Escola de Repetentes

“Fiquei dez anos barrada no mesmo curso. Diziam que faltava pouco para passar para a próxima etapa” Júlia P. Oswald, 56 anos

“Entrei para o Pró-Vida em 1981. Fui para inscrever meu filho que tinha 15 anos e se interessava por esses assuntos. Acabei me inscrevendo também e fiz o Básico, o Avançado 1 e a Introdução. Fiquei lá durante 11 anos. Por dez, permaneci barrada no mesmo curso. Passava por avaliações e falavam que ainda não estava preparada para seguir adiante. Diziam ‘faltou só um pouquinho’. E eu me culpava: ‘O que será que ainda não enxerguei?’ Meu filho não continuou. Ele dizia: ‘Mãe, este é um esquema para manipular as pessoas’.

Em1987, adquiri um chalé no Clube de Campo Pró-Vida. Algumas pessoas vendiam casa, carro, jóias, tudo para comprar aquele módulo. Só com o tempo fui percebendo que estava dentro de uma empresa. Em 1992, passeia freqüentar uma escola de uma ex-discípula. Eles descobriram e me expulsaram por isso. Pagaram cerca US$ 5 mil para eu devolver o módulo.Mais tarde, soube que ele já estava vendido para outra pessoa por US$25 mil.

No Pró-Vida, os alunos se sentem presos. Não tem gente que vai para umbanda ou para a Igreja Universal do Reino de Deus? Ali, o fanatismo é o mesmo. Os monitores passam a idéia de que, se você se desligar do grupo, você se desliga da ‘força’. Conheci mulheres que deixaram de cuidar dos maridos e dos filhos para viver enfiadas lá dentro. Tive de fazer terapia durante um ano e meio. Foi o que me salvou.”

O Processo de uma Dissidente

“Não queria mais fazer parte de uma organização que não usa com seus semelhantes os princípios que prega” Elza Aparecida de Castro, 58 anos

Madrugada de 10 de outubro de 1992. Elza Aparecida de Castro, hoje com 58 anos,dormia em seu chalé do Clube de Campo Pró-Vida em Araçoiaba da Serra,interior de São Paulo, onde morava desde novembro de 1998. Acordada por volta das 2h30 com vigorosas batidas na porta, levantou-se assustada.Deparou com três membros do Pró-Vida – uma conselheira, uma secretária e um segurança. A comitiva queria argüi-la sobre seu contato com uma dissidente do grupo, que montou outra escola em moldes semelhantes. O irmão de Elza, também integrante do Pró-Vida, era o autor da denúncia.Naquela época, Elza já havia descoberto que “o mundo melhor não era ali”.

Desde que se matriculou no Básico, em janeiro de 1982, Elza envolveu-se totalmente com a organização. Afastou-se de amigos que não pertenciam ao Pró-Vida.Depositou mensalmente 10% de tudo que ganhava, como guia de turismo, na conta da Central do Dízimo. Em 1985, adquiriu o título de ‘sócio patrimonial’ do Clube de Campo. Estava realizando o sonho de morar mais perto dos “irmãos” do grupo. O custo final do chalé, concluído em 1987,foi CZ$ 220 mil, “o equivalente a um Monza zero-km”. Ela recebeu as chaves em uma cerimônia na qual outros 53 “quase” proprietários também tomaram posse de seus respectivos chalés. “Quase” porque quando recebiam as chaves assinavam um “documento comum de doação”, com o qual ganhavam apenas o direito de uso. Quem saísse do Pró-Vida deveria devolver o chalé. Em novembro do mesmo ano, Elza foi morar em seu pedacinho de paraíso, já que um filho estava casado e o outro pensava em casar logo.

Naquela madrugada de 1992, quando foi subitamente acordada, seu paraíso ruiu.Elza disse à representante do Pró-Vida que não queria mais fazer parte “de uma organização que não usa com seus semelhantes os princípios que prega”. Ela conta, por exemplo, que precisou descarregar a sua mudança sozinha porque não deixaram o filho entrar no clube. O motivo: ela não podia receber ajuda de quem não fosse sócio. Elza devolveu o crachá,mas recusou-se a assinar um documento de devolução da casa. Procurou um advogado e desde então vem brigando na Justiça para receber, em valores atuais, o correspondente ao chalé e à quantia gasta com a aquisição do título, em torno de US$ 50 mil, segundo o recurso da apelação. Seu advogado alega no processo que o “documento comum de doação” não tem valor legal porque não foi lavrado em cartório. Mesmo de posse de uma medida liminar garantindo o direito de ir e vir a seu chalé. Elza foi impedida de entrar no clube em setembro do ano passado.

Se ganhar na Justiça, Elza estará provando que o clube, criado em 1979como associação sem fins lucrativos, transformou-se em uma galinha dos ovos de ouro. Com suas atuais 622 unidades, ele funciona como uma fonte de rendimentos em progressão geométrica, conforme as denúncias: a diretoria se dá poderes para realizar expulsões aleatórias e revender os chalés por um preço até três vezes superior.

A repórter telefonou seis vezes para ser atendida por uma secretária do Pró-Vida, que se apresentou como “Bia”. Na última tentativa, a secretária afirmou que o grupo não iria responder às acusações. A reportagem ainda localizou, pela lista, o telefone da casa de um dos diretores da organização, José Antonio Demargos. “Podem publicar o que quiserem, não damos entrevista”, encerrou Demargos.

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Saramago e o Twitter

agosto 20, 2009 Deixe um comentário

Achei interessante a análise de José Saramago sobre o twitter. O escritor, que desperta amores e ódios com suas posições, declarações e seus livros, vencedor do Nobel de Literatura (primeiro para língua portuguesa), disse o seguinte, em entrevista ao jornal “O Globo”:

Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.

Diz-se que Saramago sempre é muito polêmico, eu não acho, ele apenas expressa suas idéias. O problema é que suas idéias são sempre uma “minoria”. Ele é ateu, comunista, escreve sentenças longas sem pontuação, é ranzinza etc. Tudo isso acaba servindo de argumentos para os que não gostam dele.

Eu não concordo muito com Saramago nessa avaliação do twitter. Acho que é uma ferramenta fantástica para divulgar certas coisas, como blogs, e demonstrar insatisfação com outras. Concordaria, sim, se o twitter fosse visto como única ferramenta de expressão e comunicação. Mas não é o caso, e espero que não seja. Do contrário, teremos que concordar com o José.

Abaixo, para encerrar, uma imagem que pode servir até de reflexão sobre a internet.

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Somewhere Over The Rainbow – Judy Garland

agosto 12, 2009 1 comentário

Uma das cenas mais clássicas do cinema.

Em homenagem à minha namorada, Mariana. : )

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O que é verdade em “Uma Mente Brilhante”?

agosto 8, 2009 24 comentários

O filme “Uma Mente Brilhante” (A Beautiful Mind, 2001), estrelado por Russell Crowe e dirigido pelo ex-ator Ron Howard, foi sucesso mundial, vencedor do Oscar® de melhor filme. O filme narra a história de John Forbes Nash, um gênio matemático que, aos 21 anos de idade, desenvolveu a teoria dos jogos não-cooperativos, de onde surgiu o termo “Equilíbrio de Nash”, ganhando o Nobel de Economia por esse trabalho.

Eu disse “narra a história”, mas a verdade não é bem essa. O filme, admito, é excelente e muito inteligente, faz com que o espectador prenda a atenção na tela, se surpreenda, se emocione… em suma, faz com que o espectador compre a história e fique torcendo pelo protagonista. Há cenas interessantíssimas no filme, como a cena do bar em que Nash tem a idéia para seu trabalho, o pedido de casamento, a descoberta da esquizofrenia, a maneira com que Nash consegue “domar” a doença, sem falar na surpresa que temos ao descobrir que certos fatos da vida do matemático só existiam em sua mente, brilhante mas doente. É formidável como a competente atuação de Russell Crowe é capaz de tornar o filme sublimemente cativante. E não só sua atuação tem parte nesse sucesso, o roteiro também tem papel decisivo.

Acontece que o roteiro não relata a vida de John Nash. A única verdade na história contada por Hollywood é que Nash realmente foi laureado com o Nobel de Economia pelo artigo dos jogos e foi atingido pela esquizofrenia. De resto, toda a história é fantasia hollywoodiana pura. Uma linda fantasia, é claro.

Baseado no livro homônimo de Sylvia Nasar foi roteirizado por Akiva Goldsman, responsável pelos roteiros dos filmes Batman Eternamente, O Cliente, O Código da Vinci, Eu Sou a Lenda, entre outros. O que Akiva faz é criar outra história, totalmente diferente da relatada no livro, a tal ponto de nem podermos dizer que as histórias se tratam da mesma pessoa.

Às omissões:

John Nash era bissexual, teve vários casos com homens, sendo que foi preso certa vez por ter relações com outro homem em banheiro público, o filme não faz sequer menção a isso.

Ele teve também um filho com outra mulher antes de conhecer sua esposa e, apesar de ter escolhido o nome de John ao filho, negou a paternidade e se recusou a dar qualquer ajuda à mulher (seja financeira ou não) apesar de ter perfeitas condições de fazê-lo. A situação foi tão absurda que Nash, para não gastar nenhum centavo, obrigou a mulher a “adotar” o filho a outras famílias, visto que ela não tinha condições de criá-lo sozinha. O pequeno John viajava a diferentes lugares dos Estados Unidos para morar com famílias diferentes.

Ao mesmo tempo em que Nash tinha relacionamento com sua futura esposa, ele também mantinha uma relação conturbada com a mãe de seu filho e com um homem. Sendo que essas pessoas sempre se viam, vez por outra, humilhadas pelo próprio Nash, que as chamava de burras, estúpidas, incompetentes, em público, sem o menor pudor.

Outro fato importante que o filme deixou de fora, foi que Alicia, sua esposa, se separou de Nash em meio à sua época de devaneios da esquizofrenia e só se reconciliou com ele depois do Nobel.

Nash também tentou, em sua loucura, por diversas e insistentes vezes, se tornar apátrida, negando sua nacionalidade estadunidense.

Às diferenças

Nash não via pessoas que não estavam lá. Seu delírio não era dessa maneira. As pessoas que aparecem na trama que depois o matemático descobre que nunca existiram nunca fizeram parte da história verdade de John Nash, elas foram completamente inventadas pela roteirista. Nash não pensava que trabalhava para o governo para evitar ataques da União Soviética e não participou de um acidente de carro achando que estava sendo perseguido.

Seu quadro de esquizofrenia era mais grave do que o relatado no filme. Na verdade, ele acreditava que era uma pessoa escolhida pelos alienígenas para fundar um governo mundial, sendo que mandava cartas a líderes mundiais com recortes de jornais e revistas. Em certa ocasião, negou o cargo de professor na Universidade de Chicago, explicando que seria Imperador da Antárdida. Em outra ocasião, fez intromissões em uma palestra, afirmando que era a foto dele que aparecia na revista Life, e não a do papa João XXIII, e “provou” dizendo que João não era o verdadeiro nome do papa, mas o dele sim, e que 23 era seu número primo favorito.

Ele também foi internado diversas vezes, em clínicas públicas e particulares. Depois da primeira vez ele teve uma boa melhora e conseguiu escrever um respeitável artigo, mas parou de tomar o remédio e teve várias recaídas. Ao contrário do que aparece no filme, Nash não recebeu eletrochoque, mas fez, sim, em sua primeira internação, um tratamento de choque por insulina, que é bem diferente.

Não houve também o pedido de casamento, relatado no livro por Alicia como que se fosse de “comum acordo”. Não houve aliança. Nash era tão sovina que dividiu o valor da aliança de casamento. Nash era também muito mais desagradável do que o filme relata, muito mais presunçoso.

Essas são as diferenças mais marcantes na história de John Nash. Eu me pergunto, por que inventar tanto na história? Tudo bem, o filme é bom, ótimo, mas não poderiam ter usado a mesma história num personagem fictício? Pra que relacionar essa história a uma pessoa que não a viveu?

Resolvi postar isso aqui porque é difícil achar na internet um texto que mostre essas brutais diferenças. E para recomendar a leitura da fascinante e real vida de John Nash.

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O Intérprete Grego

agosto 7, 2009 Deixe um comentário

Posto aqui uma formidável passagem que se encontra no livro “Memórias de Sherlock Holmes” no conto “O Intérprete Grego”, de Sir Arthur Conan Doyle, na qual Watson narra uma conversa entre o detetive, Sherlock Holmes, e seu irmão, Mycroft Holmes, que Sherlock o considera melhor em dedução do que ele próprio.

“– […] Veja que tipos magníficos! Repare naqueles dois homens que estão caminhando na nossa direção, por exemplo.

– O marcador de bilhar e o outro?

– Exatamente. O que acha do outro?

Os dois haviam parado diante da janela. Marcas de giz sobre o bolso do colete eram os únicos sinais de bilhar que notei num deles. O outro era um homem baixinho e moreno, chapéu inclinado para trás e vários pacotes debaixo do braço.

– Um velho soldado, parece-me – disse Sherlock.

– E recentemente reformado – observou o irmão

– Serviu na Índia, pelo que vejo.

– Como oficial não-comissionado.

– Artilharia real, imagino – disse Sherlock.

– E viúvo.

– Com filhos, meu caro rapaz. Com filhos.

– Ora, isso é demais – protestei, rindo. […]”

Genial e com muito bom humor.

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O Segredo

agosto 6, 2009 4 comentários

Infelizmente eu assisti o “documentário” “O Segredo” mais para ter o que falar mal.

Vou começar explicando o porque das aspas acima. A primeira é porque, na verdade, o filme não é bem um documentário, é uma grande propagandapara se comprar o livro. A segunda se deve ao fato que, de segredo, o filme não tem nada.

“O Segredo”, segundo seus autores, é algo simplese que “tá na cara e ninguém vê”. Eles o chamam de “lei da atração”. Atentem bem ao nome LEI, como se fosse uma imposição imutável de algo.

Pois bem, os autores já baseiam toda teoria em uma crença, aceitando, desde o princípio, que existe essa “lei”. A tal “lei da atração” é a seguinte: seu pensamento é poderoso o suficiente para mudar todo o UNIVERSO, fazendo com que o UNIVERSO se adapte a suas pretensões.Os autores ainda dizem que isso tem fundamentação científica, dizendo que está comprovado cientificamente que o cérebro humano “emite sinais magnéticos”. Não é bem assim.

“Você é o ímã mais poderoso do Universo! Você contém uma força magnética dentro de si mais poderosa do que qualquer coisa neste mundo, emitida por seus pensamentos.”

Vejam como funciona uma pseudociência: nossas células nervosas, os neurônios, se polarizam e despolarizam eletricamente na ordem de 9 mEV (mili eletron-volts), ou seja, uma coisa ínfima. Isso não “gera” uma onda nem nada do gênero, é uma despolarização para que se passe o impulso nervoso ao longo da célula. Os mais exagerados estimam  que nosso cérebro, como um todo, pode chegar a gerar 10 watts de potência. Essa atividade cerebral pode ser medida por aparelhos de eletroencefalograma, que as traduz em forma de ondas. Enfim, o nosso cérebro não emite nem ondas, nem pulsos, nem freqüências, nem nada do gênero, nosso cérebro não EMITE nada, eleé  apenas um órgão. As ondas são traduções da máquina representando graficamente a freqüência em hertz para que possamos compreendê-las e estudá-las.

Podemos observar como os fatos científicos são distorcidos no livro:

“…um pensamento tem uma freqüência. Nós podemos medir um pensamento.”

“Os pensamentos enviam o sinal magnético que atrai esse paralelo para você.”

“Os pensamentos são magnéticos, e os pensamentos têm uma freqüência. Quando você pensa, emite para o Universo pensamentos que atraem magneticamente todas as coisas semelhantes que estejam na mesma freqüência.Tudo o que é emitido retorna à fonte. E essa fonte é Você.”

Veja bem, o pensamento entra na história porque pensamos graças ao cérebro e o cérebro possui neurônios que são capazes de passar e processar informações nervosas, além de podermos medir a freqüência através de ondas traduzidas pelo aparelho. Então já se sentem na liberdade de manipular as informações e dizer que medimos PENSAMENTOS. Isso é mentira, não é possível “medir um pensamento”, como já disse, podemos medir algumas freqüências que são divididas em quatro categorias, as ondas alfa, beta, teta e delta. É óbvio que há mensurações finas dentro de cada categoria e podemos identificar alguns estados do cérebro, mas não é possível medir um pensamento, muito menos especificar que pensamento é em determinada mensuração. Também tomam a liberdade de INVENTAR que o pensamento ENVIA UM SINAL MAGNÉTICO!!! Podemos ver que o livro não possui nenhuma referência bibliográfica, nada! Apenas faz afirmações ridículas e absurdas a esmo. A partir daí já chutam o balde de vez, dizendo que, por ser MAGNÉTICO, o pensamento ATRAI coisas semelhantes que estejam na MESMA FREQÜÊNCIA. Ou seja, já desmaterializam tudo! agora o PENSAMENTO ATRAI MAGNETICAMENTE ACONTECIMENTOS FUTUROS!!! Será que ninguém percebe o absurdo disso??? Há uma manipulação de dados inacreditável aqui. Mas os autores não param por aí. Eles explicam dizendo que esses “sinais magnéticos” que o nosso pensamento “emite” são “captados” pelo UNIVERSO!!! Mas espere, como nos comerciais da polishop,TEM MAIS! Ao adquirir um pensamento que emite sinais magnéticos que sãocaptados pelo universo você leva inteiramente grátis a bondade do UNIVERSO DE SE ADEQUAR ÀQUILO QUE VC QUER QUE ACONTEÇA!!!!!!!!!!!!!

Como eles justificam isso? Com a frase do “famoso quem” Charles Haanel, um dos primeiros autores de auto-ajuda…

“As vibrações das forças mentais são as mais sutis e, conseqüentemente, as mais poderosas que existem”

O que??? Essa é a coisa mais ridícula que eu já li na minha vida! as VIBRAÇÕES (já virou vibração) das FORÇAS MENTAIS são as mais sutis e, CONSEQÜENTEMENTE (??????????????????????), as mais poderosas que existem. CONSEQÜENTEMENTE??? CONSEQÜENTEMENTE???????????????????

Bom, mas a coisa ainda não acaba aí. Querem dar um golpe final. Depois de tudo isso dizem que a inventada “lei da atração” não reconhece, não “computa”, um não! Ou seja, ela dá o que você quer e o que você NÃO QUER. Dizem isso postulando que é uma “lei natural” e não distingüe o bom do mau! QUE MERDA É ESSA!?!?!?!?!?!?!?!? Como tem gente que acredita nessa porcaria??????? Quanta invenção! Eles CRIAM uma idéia ABSURDA do NADA e a tomam como verdade para basear MAIS IDÉIAS ABSURDAS INVENTADAS! Que base tem isso??? O que é parecido com isso???

Como não há base nenhuma para o livro/documentário se apoiar, eles pegam pessoas que superaram um problema de exemplo para tentar mostrar que essa balbúrdia é verídica, no melhor estilo publicidade evangélica. “Eu descobri o segredo e hoje tenho uma mansão de 4 milhões de dólares”, diz um deles…

Faça-me favor.

Ainda dizem que Platão, Shakespeare, Newton, Hugo,Beethoven, Lincoln, Emerson, Edison e Einstein só obtiveram sucesso porque sabiam do “segredo”… Cadê as fontes???

Afirmar realmente é muito fácil, inventar uma merda para milhões acreditarem parece ser mais fácil ainda. Principalmente hoje, que parece que quanto mais a ciência e a tecnologia avança mais a população fica imbecil.

Bom, na verdade, o segredo mesmo é inventar esses absurdos e escrever livros e gravar pseudo-documentários para que fiquemos ricos às custas dos outros.

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