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Churchill e o Mais Inspirador Discurso Já Feito

dezembro 6, 2012 Deixe um comentário

Winston Churchill proferiu um dos maiores e mais inspiradores discursos de todos os tempos na Câmara dos Comuns em 4 de junho de 1940 como resposta às hostilidades nazistas no começo da II Guerra Mundial.

Um post para apenas para enaltecer a bravura ante a ameaça, a integridade ante a falsidade e a coragem em contraste com a pusilanimidade.

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Para o Vaticano, nada é pior que homossexuais com direito

novembro 26, 2012 1 comentário

Essa semana a seguinte notícia:

Vaticano combaterá casamento gay após conquistas nos EUA e Europa
Igreja diz que lutará contra tentativas de ‘apagar’ casamento heterossexual.
Editoriais declaram a ‘inequívoca’ oposição da Igreja Católica Romana.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/11/vaticano-promete-combater-casamento-gay-apos-vitoria-nos-eua-e-europa.html

Pois então. Esse é o grande problema da humanidade né? Como já disse o próprio papa também a pouco tempo atrás, ainda esse ano. O problema do mundo são os casamentos homossexuais.

Casamento gay ameaça a humanidade, diz o papa

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1031966-casamento-gay-ameaca-a-humanidade-diz-o-papa.shtml

Sim sim… É esse o problema. O ditador sírio matando inocentes a rodo, extremistas islâmicos atirando à queima-roupa em meninas que apenas querem o direito de estudar, as sérias crises econômicas no mundo, o aquecimento global, a SERÍSSIMA epidemia da AIDS no continente africano… Essas coisas nada são perto do casamento homossexual, uma tragédia da humanidade, segundo o Vaticano.

Eu pergunto, porque se importam? Eu não sou católico para ficar achando o que os retrógrados “donos” do catolicismo apostólico romano devem ou não pensar. O problema é quando suas atitudes extremadas afetam diretamente a vida das pessoas que NÃO ESCOLHERAM SEGUIR ESSA RELIGIÃO. Ou seja, eles não só são contra o casamento gay, eles também utilizam de todas as maneira possíveis para fazer com que TODOS ajam do jeito que eles julgam ser o correto agir, querendo fazer com que o mundo siga sua visão, não dando o mínimo valor à liberdade individual.

Qual o grande lance? Homossexuais não podem ter filhos e, não sendo férteis, não podem se casar? Ora, o que diríamos então dos casais heterossexuais inférteis? Também deveriam ser proibidos de se casar, flertando com as ideias nazistas do século passado? A criança ia crescer perturbada, sofrer preconceito? As crianças só sofrerão preconceito enquanto essa visão ridícula se perpetuar e enquanto essas entidades (religiosas principalmente) continuarem a taxar os homossexuais de amorais. Como se ter dois pais ou duas mães fosse pior do que crescer sem nenhum pai e nenhuma mãe, num orfanato… Francamente…

E as instituições religiosas também lutam contra a aprovação de uma emenda que tornaria ilegal discriminar uma pessoa pela sua orientação sexual. Ou seja, elas querem ter o direito de dizer que uma pessoa é inferior, ou indigna, ou o que quer que seja, por ela ter uma orientação sexual diferente da maioria. Gostaria de saber se o vaticano ou os caciques dessas igrejas evangélicas que se disseminam pelo país também seriam a favor de retirar dessa lei o direito dos religiosos de não serem discriminados. Assim as pessoas poderiam dizer livremente que um cristão, por exemplo, é indigno, amoral, inferior e, por isso, não contratá-lo numa entrevista de emprego. Ou então proibir um evangélico de usar o elevador de hóspedes, que tal?

Já usei esse argumento antes, mas imaginemos que os testemunhas de Jeová fossem a maioria nesse país e quisessem aprovar um projeto de lei proibindo a transfusão de sangue. Será que os demais cristãos apoiariam essa atitude? Se eles pensam que, por ser maioria, podem exigir que todos ajam como eles, coerentemente eles deveriam achar que outra maioria tem o total direito de exigir o modo de vida deles para todos, até mesmo os “não-testemunhas”.

Aliás, tanto deveriam apoiar essas intromissões injustificáveis na vida alheia, que um membro da ICAR tentou impedir uma menina de 9 anos que havia engravidado, vítima de um estupro, de fazer o aborto, tentando passar por cima da LEI que GARANTE esse DIREITO.

Como não bastasse isso, os católicos fazem campanha CONTRA O USO DE PRESERVATIVOS no Brasil. Passam por cima da lei, prejudicam uma campanha de concientização que exige MILHÕES de reais de dinheiro PÚBLICO. Eles inclusive dificultam a distribuição de preservativos. Isso é um CRIME, algo que não deveria ser tolerado, pois essa atitude contribui para que inúmeras pessoas contraiam não apenas a AIDS, como também demais DSTs.

“Aaaaaaaaaah”, você me diz, “mas eles fazem isso porque o que eles querem é que haja comprometimento e apenas um parceiro sexual para toda vida, se todos tivessem agissem dessa maneira, não haveria disseminação do vírus”. Primeiro é que essa visão é utópica e impossível. Nem na idade média, que a igreja tinha maiores poderes sobre as pessoas e capacidade de fazer coisas piores legalmente (inquisição), isso era possível. E nem precisamos ir tão longe, atualmente, dentro da própria igreja, isso não é possível, basta vermos os escândalos dos padres pedófilos e a tentativa do próprio papa (quando era cardeal) encobrí-los. LINK

Segundo, se alguém do casal contrai AIDS por outros meios, o parceiro irá se contaminar também. Terceiro, uma coisa é orientar os devotos a adotarem essa medida, outra coisa é querer fazer com que TODOS, mesmo os que não são católicos, ajam dessa maneira. Só eu que acho tudo isso um absurdo?

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Protestos contra a retirada dos crucifixos no Rio Grande do Sul

março 7, 2012 2 comentários

Como bastante gente sabe, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, ordenou retirada dos crucifixos e símbolos religiosos nos espaços públicos dos prédios da Justiça gaúcha, depois de julgar um pedido feito pela Liga Brasileira de Lésbicas e de outras entidades sociais. Como era de se esperar, houve muita reclamação do lado dos cristãos. Dentre os mais incisivos e inflamados protestos, encontra-se o de Reinaldo Azevedo, que discutiremos nesse post.

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/num-momento-em-que-o-cristianismo-e-a-religiao-mais-perseguida-do-mundo-tj-do-rs-decide-cassar-e-cacar-os-crucifixos-os-cristaos-podem-se-preparar-vem-uma-onda-por-ai-com-o-crucifixo-tj-expulsa-t/#.T1enKYISzBQ.facebook

De praxe, tudo é bem tendencioso e não é difícil encontrar mentiras absurdas no decorrer do texto. Logo no título, por exemplo, o autor já profere um absurdo, dizendo que hoje o cristianismo é a religião mais perseguida do mundo… Muito pelo contrário, amigo, muito pelo contrário. Onde já se viu dizer que uma crença é perseguida quando ela consegue fazer que em alguns estados do país mais rico e poderoso do mundo seja ensinado o criacionismo nas aulas de ciências? Tentou-se fazer isso também no Rio de Janeiro! Como dizer que há perseguição num momento em que a chamada “bancada evangélica” desbrava os meandros do senado e da câmera federal, propondo leis absurdas ao ponto de querer tornar anticonstitucional uma lei (PEC 99/11) pelo simples fato de ela não estar de acordo com um grupo seleto de doutrinas religiosas? (http://www.eleicoeshoje.com.br/estado-laico-pec-99-11/#axzz1eACUvj3r). Como há perseguição num momento em que, pasmemos nós, um juiz de direito acata um relato de uma CARTA PSICOGRAFADA para INOCENTAR um réu!?!?!?!?

Azevedo procura, no decorrer de seu texto, a todo momento, incutir que essa decisão não é de um estado laico, mas sim de um estado anti-religião ou ateu, sempre adicionando o fator perseguição ao cristianismo, e falar que não é uma questão de fé, mas sim da raiz da cultura nacional. Concordo que há uma cultura cristã que responsável por vários aspectos na formação da nossa sociedade, mas acontece que a partir do momento em que O ESTADO expõe um símbolo de uma religião, seja ela qual for, ele está, necessariamente, professando-a. Não importa o quão nobre sejam os motivos/razões/intenções, não é atitude de um estado laico. A não ostentação de símbolos religiosos não fere o direito de ninguém.

Outro absurdo é que a democracia moderna nasceu do cristianismo… Isso parece até piada! Os reinados absolutistas europeus eram todos cristãos! Teve de haver revoluções populares para que se instaurasse a democracia! Democracia esta datada de um período anterior ao cristianismo.

Azevedo também recorre ao reductio ad absurdum para fazer valer seu ponto de vista. Reconheço a validade desse recurso lógico, mas no texto está mal utilizado, formando uma falácia. O fato de haver influência cristã na formação do nosso povo não significa que o estado deva professar essa fé da maioria dos homens que construíram nossa nação. Os nomes das cidades não são criados a cada dia, mas sim são heranças dessa cultura, assim como a Catedral de Brasília e o Cristo Redentor. Entretanto,  pendurar crucifixos nas casas da justiça é um ato diário DO ESTADO de professar a fé cristã.

Isso é sim proteção a laicidade do estado. Perseguição seria, meu amigo, se a ordem fosse proibir os funcionários públicos de utilizarem símbolos religiosos. O estado laico visa GARANTIR a liberdade religiosa e, por isso mesmo, NÃO DEVE professar nenhum tipo de fé, acolhendo todas as culturas e religiões, além de NÃO INTERFERIR nas religiões e NÃO PERMITIR SER INTERFERIDO pelas religiões.

Interessante é que na segunda parte do texto o autor começa a atacar o estado laico, “esquecendo-se” de que anteriormente não era o estado laico o problema, mas sim o que ele considera uma “perseguição” aos cristãos. Ele procura ligar o secularismo aos regimes ditatoriais soviético, cubano, chinês e norte-coreano, mas novamente tem um lapso de memória ao deixar de lado os dois mais poderosos e ricos países da Europa: a França e a Alemanha, além de esquecer os Estados Unidos e o Canadá. O problema das ditaduras apresentadas são o comunismo e o fato de ser uma ditadura, não o secularismo.

Reinaldo Azevedo ainda tem o disparate de citar o cristão que foi condenado à morte no Irã por mudar de crença! Qual tipo de estado o do Irã amigo? Laico ou teocrático? Não entendo o porquê de tamanha reação cristã, a retirada dos crucifixos não muda nada na fé deles.

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Categorias:Política

Gota D’água ou Tempestade em Copo D’água?

dezembro 4, 2011 1 comentário

Gota D’água ou Tempestade em Copo D’água?

Saiu até na Veja, então todos estão sabendo. O vídeo de celebridades versadas em provimento de energia elétrica rodou muito na internet esses tempos, tentando induzir quem assiste a assinar uma “petição” contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Não demorou muito para surgirem respostas. Primeiro veio a notícia que a propaganda era uma cópia descarada de um vídeo feito por famosos americanos pela campanha de Obama, em 2008. Segundo veio um vídeo de Rafinha Bastos, ironizando celebridades que lutam “pela causa”. Terceiro veio um vídeo de alunos da Unicamp fazendo um contraponto e mostrando as distorções das informações. Outros vídeos vieram de anônimos e da MTV, também indo contra à “bondade” dos globais.

A crítica que eu faço é que, mesmo que o vídeo fosse feito com informações 100% verídicas e com argumentos satisfatórios, não seria eticamente correto, ao meu ver, ficar “exigindo” a quem assiste assinar qualquer coisa sem refletir e/ou pesquisar sobre o assunto. Um bom vídeo deveria incitar a curiosidade e visar fazer com que o espectador busque informações para que possa tomar uma decisão própria, fruto de sua própria reflexão.

Reúno aqui os principais vídeos.

Movimento Gota D’água, dos atores:

5 Friends, o vídeo plagiado:

Movimento Gota D’bosta, de Rafinha Bastos (o mais inteligente, irônico e direto):

Tempestade em Copo D’água? – dos estudantes, mostrando o contraponto:

Furo MTV falando sobre o assunto:

E esse anônimo, que eu não sei quem é, mas que falou legal:

E o contraponto do contraponto:

Não acho que devemos que concordar com nenhum desses vídeos, eu penso que devemos pesquisar, ler sobre o assunto, entender, descobrir nossa posição. Só vale lembrar, nesses casos, de George Carlin: nós não vamos acabar com o planeta, o planeta continuará existindo, vamos acabar é conosco.

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O Comercial de Gisele Bündchen

outubro 10, 2011 2 comentários

Exagerada a repercussão do comercial da modelo brasileira Gisele Bündchen, quando a digníssima “Secretaria de Políticas para as Mulheres” pediu sua suspensão, num claro desrespeito à liberdade de expressão.

É incrível como vem crescendo o número de “fiscais da moral” no Brasil. Estão absurdamente dizendo que uma peça que visa vender um produto é sexista e que ela apoia a submissão feminina etc. Ora, a propaganda, na realidade, é apenas um reflexo do patrimônio cultural que NOSSO PAÍS tem, e não a causa dele! Como se a proibição de um comercial televisivo fosse moldar a cabeça da população para ela ser sexista.

Qual o objetivo de uma propaganda? Vender o produto, óbvio. O que essa propaganda fez, ao meu ver, foi apenas pegar uma faceta da sociedade brasileira e extrapolá-la e torná-la cômica. Esse comercial fez isso e, como objetiva vender lingerie, focou a peça nessa direção. Isso não quer dizer que ele apoia a mulher como objeto unicamente sexual nem nada do gênero, é uma PIADA. P-I-A-D-A.

O que realmente prejudica a situação feminina nesse país, não são comerciais de TV, mas sim o sexismo intrínseco em nossa cultura. O modo como nossa sociedade coloca a mulher em condições de inferioridade, culpadas e condenadas a sempre servir. Sexismo este presente em mentes de policiais (tanto homens quanto mulheres) e políticos que consideram o estupro culpa da mulher, presente nas leis que condenam mulheres à prisão por realizar aborto ao invés de oferecer oportunidades para não realizá-lo e apoio nos momentos difíceis, presente em médicos que se recusam a fazer o aborto legal (em caso de estupro, por exemplo) e enfermeiras que se recusam a cuidar das mulheres que passaram por isso.

Os problemas sexistas em nosso país não são as piadas, mas sim o porque essas piadas funcionam. Não é necessário censurar uma propaganda dessas pois, se a sociedade considerá-la realmente ofensiva, ela não trará lucros e logo sairá do ar. Essa censura é um reflexo de uma mente fechada. É a visão de um ponto como problema e não do problema que leva a um ponto. Uma censura a um comercial de TV não leva a nenhuma “evolução” da sociedade, mas uma evolução social através da educação (em primeiro lugar) leva a uma mudança de objetivos comerciais.

Algo que me assustou, além de me entristecer, foi o fato da Liga Humanista Secular (LiHS), da qual eu sou membro, parecer endossar essa visão medieval de censura a uma piada. A ponto de publicar em seu site oficial uma carta de um promotor de justiça que também diz que o comercial é ofensivo aos homens, dizendo:

“para a campanha referida, o marido ideal precisa ser o provedor; caso contrário, não pode ter uma mulher linda e disponível para o sexo. Como um cão no cio, necessita de sexo a todo momento e a todo custo. Não deve se importar com a satisfação da parceira; basta que ela finja prazer.”

É o velho problema de pensar demais a respeito de uma coisa simples. E pensar com uma mente doentia. Se agirmos dessa maneira em qualquer ocasião, praticamente tudo será proibido. O comercial dos “Tubos e conexões TIGRE” poderá ser visto como ofensivo aos monges, pois eles necessitam mobilizar o monastério inteiro para ter a ideia de ligar para o especialista. O comercial das Havaianas então? com o homem simulando uma TPM? ofensa maior não há! Sem contar o do eterno Cigano Igor, Ricardo Marcchi, uma ofensa aos atores altos, que são todos ruins. Aliás, esse comercial, e até mais que o comercial como um todo, o Ricardo Marcchi em si, é um exemplo que esses promotores de justiça e secretarias de mulheres, homens etc e afins, e até mesmo o povo brasileiro, deveriam seguir, saber rir de si mesmos. Essa talvez seja uma das melhores qualidades que uma pessoa, ou até uma sociedade, pode ter. Quem sabe ela se revele uma janela pela qual viremos a vislumbrar uma evolução em nossa sociedade? Precisamos aprender a rir de nós mesmos e trabalhar mais no que realmente é preciso.

Não é um ato pontual de censura que mudará uma sociedade sexista, mas sim um esforço colossal pela EDUCAÇÃO.

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Ding Dong, the wicked Osama is Dead!

Pois é, Osama morreu. Os norte-americanos saíram à rua comemorar o feito do governo, do exército a morte de um inimigo. Essa comemoração me lembra bastante a cena em que é cantanda “The Wicked Witch is Dead” na Munchkins Parade em Wizard of Oz, após Dorothy acidentalmente matar a bruxa má (Obama é a bruxa boa):

No link http://www.popmodal.com/video/700/The-Wizard-of-Oz-the-munchkins-parade

E aqui o discurso resumido de Obama sobre a morte de Bin Laden:

Vi no Kibe Loco.

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Liberdade de Imprensa

setembro 28, 2010 2 comentários

É realmente muito triste que nós, infelizes brasileiros, tenhamos que tocar neste assunto, ainda mais depois de tantos anos passados sob uma intensa ditadura, militar, corrosiva, castrativa, denegridora. Mas o assunto está em voga novamente, às vésperas do ato supremo da democracia: as eleições.

O Brasil vem sofrendo uma corrupção tão colossal, gananciosa e perniciosa que até mesmo nós, brasileiros, acostumados a ser assaltados tanto pelos senhores ladrões vestindo farrapos nas ruas das cidades quanto pelos trombadinhas vestindo terno e gravata em Brasília, achamos exagerada.

Ante a exorbitante prática fraudulenta, a máfia que toma conta do nosso país, a imprensa nada mais faz do que seu papel (e DEVER): denuncia. Já o governo, ao invés de tomar as rédeas da situação, julgar e punir os acusados, o que faz? Culpa a imprensa!

O discurso atual desses defensores da censura acusa que a imprensa tem demasiada liberdade. Ou seja, o problema não reside no fato de que o dinheiro do cidadão que paga impostos (absurdos e abusivos) está sendo roubado para construir mansões e castelos, mas sim no ato do roubo ser denunciado!

Vamos fazer uma comparação: Você está caminhando em direção ao trabalho e vê um assalto à mão armada. Você então avista uma viatura da polícia e corre em direção a ela, relatando o que viu. A polícia vai atrás e prende o sujeito. No julgamento do ladrão, você é acusado de ter reportado o assalto às autoridades competentes, atitude esta que culminou em prejuízo ao assaltante, que pagou com sua liberdade. Você está preso, o assaltante está livre. É mais ou menos isso que os que sonham com a censura querem fazer. Na visão deles, esse sim é um país justo.

Com a busca pelo controle da imprensa, que vem sendo incessantemente tentada desde 2003, fica claro que o objetivo não é governar o país, mas sim controlá-lo. O controle da imprensa é o passo primordial para a instauração de um regime totalitário. Os atuais “críticos” do direito de imprensa tem um principal argumento falacioso, que afirma que a imprensa é controlada pelas grandes mídias e que as notícias são tendenciosas e imparciais, visando única e exclusivamente o benefício próprio. Com essa falácia sendo proferida em comícios, horários eleitorais, palestras etc, os atuais “incentivadores incentivados” do governo federal atual defendem que a única maneira de extinguir esse mal é controlando a imprensa para que ela dê a notícia de maneira correta. Mas… qual seria a maneira correta de dar a notícia? A que o governo acha certa, logicamente! Com base nisso haveria uma cesura prévia na qual todo e qualquer texto escrito por qualquer pessoa para ser publicado teria que ficar do jeito que o governo gosta para que (pasmem) A LIBERDADE DE IMPRENSA SEJA RESPEITADA!

Capa do Jornal Extra, 24/9/2010

Nos países onde a democracia se ergue sobre fortes alicerces essa discussão não passa nem perto de existir. Basta dar uma olhada na Inglaterra, onde o jornal “The Sun” noticia variedades das mais absurdas, inclusive, no final do século passado, falsas fotos de membros da família real em casos extraconjugais (não que as traições não existissem, muito pelo contrário), e nunca foi ameaçado de censura prévia. Ao contrário do que disse o “excelentíssimo” presidente da república, a impressa PODE SIM noticiar o que quiser, da maneira que quiser, sem que isso seja coordenado por uma entidade governamental. O jornal que se arrisca a publicar falsidades terá que arcar com a lei que o punirá no caso de danos a pessoa que se sentir lesada, sem contar na diminuição da confiabilidade de seu conteúdo, com proporcional diminuição de vendas e anúncios comerciais. É normal que cada entidade que reja um jornal, por exemplo, cuide de alguns interesses próprios, pois há outros jornais que cuidam de interesses opostos, e o leitor tem acesso há vários pontos de vista. O problema é quando todos os jornais seguem a “ideologia” de um governo, sendo essa a única opção, como no caso da Venezuela atual, ou como do Brasil na ditadura, ocultando as mais diversas atrocidades do governo e noticiando receitas culinárias. Normal um jornal seguir certa ideologia baseado na posição do grupo que o comanda. O que não é normal é um jornal ser impedido de expressá-la.

Acho que todo mundo percebe o absurdo da coisa… E o que eu estou dizendo não é exagero. José Dirceu disse (cacófato?), pronto para assumir um alto cargo no novo governo que provavelmente se formará, que a imprensa tem muita liberdade, usando a falácia de que a mídia é controlada por alguns poucos poderosos. Lula disse que o PT irá derrotar não apenas a oposição, mas também a… IMPRENSA. O presidente da república, que tanto utilizou dos benefícios da liberdade de imprensa para se eleger, sabe da força que ela tem e sabe que é o cerne da democracia. Por isso eles querem que cada argumento proferido por qualquer brasileiro seja selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado se quiser voar! SE QUISER VOAR…

A qualquer um que tenha lido 1984 não pode deixar de lado a associação. Num governo futurista totalitário, toda a imprensa é controlada e, através dela, criam-se as verdades, que são absolutas e não podem ser contestadas. À partir do momento que se tem a imprensa amordaçada e “obediente” fica-se a um passo do controle da “verdade”.  Mas não precisamos buscar na literatura um exemplo. Na ditadura militar aqui no Brasil, até as crianças na escola tinham que tomar cuidado como o que falavam… Se o filho de um militar escutasse e falasse para o pai que o “Pedrinho” falou mal do governo, seus pais iriam arcar com as consequências…

Voltando à ficção, no livro o grande objetivo do Big Brother é que todos os cidadãos parem de pensar, e há um ministério que cuida da língua visando modificá-la ao ponto de não existirem palavras e expressões as quais expressem crítica e opinião. No Brasil também temos um ministério que tem como objetivo extinguir o pensamento crítico do brasileiro, chama-se ministério da educação. No livro, em certo ponto, ao ir para periferia, onde vive o proletariado, o protagonista fica chocado ao ver que as pessoas de lá escapam da vigilância maçante do Big Brother… depois ele descobre o porquê: elas não precisam ser vigiadas, pois não oferecem nenhum risco, elas perderam a capacidade de pensar.

No Brasil isso já vem sendo feito há tempos. O ministério da educação sucateou o que deveria zelar, tornou o povo brasileiro em ignorante. Essas pessoas (que gostam de arcoíru) também não oferecem perigo ao governo. Elas estão sob controle. Elas receberam comida ao invés de educação, e isso é um grande negócio quando se quer comandar. São fantoches na mão de um presidente que virou rei. Elas não têm opinião própria, nem sabem o que está acontecendo ao seu redor, apenas vão votar “naquele homi bão que dá cumida pra nóis cuitado”. Batido, clichê, mas não ultrapassado o dito  “não dê o peixe, ensine a pescar”. Para quê, afinal, ensinar a pensar? Não se quer um país melhor, se quer residir no poder. À partir de então o presidente pode indicar quem ele quiser que será eleito. Pode fingir que não sabia de nada dos escândalos políticos que tudo bem. As pessoas pra quem ele dá esmola continuarão colocando-o lá, pois isso é o máximo que vão conseguir ser na vida: beneficiados. Lula chegou ao mesmo estágio de Edir Macedo com seus fiéis, que pode rasgar o dinheiro na frente deles, mas eles o continuarão defendendo. A corrupção do governo é uma máfia tão grande que chegou ao ponto de indicar o filme “Mein Kampf” de Lula como representante brasileiro no OSCAR! (Veja o que o crítico de cinema Rubens Ewald Filho disse sobre o fato AQUI). Mas nada disso importa para os fanáticos, o que vale é barriga cheia, mesmo que isso custe a liberdade de imprensa, até mesmo porque, o que interessa a um analfabeto (ou a um analfabeto funcional) a liberdade de imprensa?

Há ainda pessoas estudadas que veem os absurdos, os escândalos, as ameaças e apóiam o governo mesmo assim. O mensalão é um escândalo muito maior do que o que derrubou Collor no início dos anos 90. Collor esse que será novamente eleito SENADOR. E o Sarney? SENADOR! E o Netinho de Paula, que treina boxe com a cara de mulheres? SENADOR! Um povo sem educação é um povo sem memória. Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo que não conhece a própria história está fadado a repetí-la.

Boa Sorte a todos nós.

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